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Não apenas os integrantes de uma comunidade, pesquisadores e testemunhos vivos podem contar a história de um lugar. Seu patrimônio físico entre obras de arte, construções seculares, fauna e flora também são responsáveis pela reconstrução da história de um lugar. Esse trabalho é fruto da dedicação de restauradores, arquitetos e historiadores apaixonados pela arquitetura urbana e rural, capazes de revelar fatos que compõem situações de época como conflitos, epidemias, descobertas, manifestações sociais, e todos os momentos de cunho político, econômico e cultural de uma comunidade. Acompanhe o estudo do arquiteto e Engenheiro Civil Aloysio Felix na reconstrução da história arquitetônica, situações políticas e culturais da Irmandade de Misericórdia de Campinas, principalmente da sua Ala norte, onde está instalado o ISI – Instituto de Saúde Integrada.
O que é restauração?
Qualquer
intervenção efetuada num objeto ou monumento, em
que exista o respeito à sua forma original;
Respeito ao
significado cultural, artístico, estético e
histórico;
Patrimônio essencial à
transmitir às gerações futuras.
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CONDEPHAAT - Nível
Estadual (SP)
CONDEPACC - Nível
Municipal (Campinas)
GRAU 1 -
Gabarito, Interior e Fachada
GRAU 2 -
Gabarito e Fachada
GRAU3 -
Gabarito
GRAU4 - Livre
No nosso caso:
Capela N.S.Boa
Morte – Tombada (GRAU 1):
•Fachada, Interior e Gabarito intocável
Edifício da Santa Casa
de Misericórdia – Em processo de tombamento (GRAU
2):
•Fachada e Gabarito intocável
•Interior
permitido
Obs.: O
Edifício da Santa Casa está no
envoltório da Capela
– Significado
– Uso
– Segurança
– Evolução de Materiais e
Técnicas
•Equipe de Restauro: Multidisciplinar
Etapas:
• 1. Diagnóstico
– a) Cadastro (Documentação / História)
– b) Iconografia
– c) Cronologia Construtiva
– d) Prospecções
– e) Patologias
•2. Diretrizes da intervenção
•3. Projeto
– Restauro/Arquitetônico
– Complementares
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Esboço da
fachada do Edifício |
Projeto de
restauração arquitetônica
Etapa 1 – Diagnóstico
»a. Cadastro (Documentação / História)


'Composição do
Edifício da Santa Casa de Campinas:

•Arquitetura com elementos neoclássicos e da arquitetura tradicional
•Alvenaria em tijolos e pedras, resquícios de taipa
•Pisos, Portas, Janelas e Vergas em Madeira
•Às vésperas do fim da escravatura, da iluminação pública e da proclamação da república
•Pisos em Varvito, Peroba, Ladrilho Hidráulico, Esquadrias em Pinho-de-Riga, Louças e telhas importadas
»b. Iconografia
Elementos da arquitetura tradicional

Elementos da arquitetura neoclássica

»c. Cronologia Construtiva







Projetista Frei Eugêncio de Rumill
»d. Prospeção

»d. Patologias
Etapa 2 –
Diretrizes da Intervenção
•Preservar o projeto arquitetônico original
•Resgatar a unidade
•Respeitar os materiais da época da execução do edifício
•Enaltecer os elementos que caracterizam e definem o caráter do edifício
•Restabelecer a comunicação e organização sensorial da edificação
•Dar uso aos espaços recuperados
•Recuperar detalhes do projeto arquitetônico original, abandonados durante a execução do edifício,se encontrados
Etapa 3 – Projeto de
Restauração
•Arquitetura
•Estrutural
•Elétrico/Lógica/Comunicação
•Hidráulico/Incêndio
•Projetos complementares
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•Relação
funcional entre
a concepção original e a
restauração atual
•Quando fundou a irmandade, o Padre Vieira tinha um duplo objetivo: dotar a cidade de Campinas de uma Casa de Misericórdia e criar um estabelecimento de educação “onde os espíritos, ainda infantis, pudessem receber as primeiras noções do trabalho honesto, do dever e da religião”
•Hoje,
a restauração prevê
funções semelhantes: Saúde e
Educação
•Respeita-se portanto não somente à forma, a estética, a história e seus símbolos, como sua função original
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•Projeto Arquitetônico
•Projetos Complementares
•Projetos de Execução
•Detalhamentos
•Memorial Descritivo
•Restabelecer os pontos de observação do edifício
•Integrar o edifício ao seu entorno
•Devolver à população, espaços de convívio e lazer
•Facilitar o acesso de usuários